segunda-feira, 20 de abril de 2009

Tempo

Quando se pergunta a alguém o que deseja, normalmente nas vésperas de mais um ano, a primeira resposta é: “saúde!”. Diz-se que tendo saúde consegue-se o resto. Será assim? Para mim o bem mais precioso e do qual dependem todos os outros é o tempo. Ter tempo. Tempo para cuidar do corpo e da saúde; tempo para arranjar um emprego e ganhar dinheiro; tempo para visitar amigos; tempo para descansar; tempo…
No entanto não damos o devido valor ao tempo; adiamos coisas convencidos que ainda temos tempo e só nos lembramos delas nos limites dos prazos. Às vezes temos de pedir mais tempo. Fazemos isso em muitas ocasiões: é um trabalho escrito para apresentar; é uma carta que temos de escrever há tanto tempo e andamos a adiar; é um amigo para visitar; é um sem número de coisas que só descobrimos que são importantes quando o tempo está a chegar ao fim. O pior é quando o tempo já passou. Alguém que partiu definitivamente e com quem já não podemos partilhar um bocado do nosso tempo, uma visita ao hospital a um amigo doente quando ele já teve alta, um telefonema a um familiar que já não vemos há muito mas que entretanto já mudou de número, etc…
Não há dúvida que o tempo é como uma fortuna. Vamos gastá-la ou usá-la?

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